
sexta-feira
A ELEGÂNCIA DO OURIÇO

quarta-feira
Fernanda Young
O Colecionador - John Fowles...
One Piece
Quando elas levam um tiro de pistola bem no coração?
Não.
Quando são vencidas por uma doença incurável?
Não!
Quando bebem uma sopa de cogumelo venenoso?!
Não!
Elas morrem... Quando são esquecidas.
Bleach

- Hm... Isso é, você sabe... Ele está bem no peito... Não é?
- Talvez. Mas acho que ele está bem aqui. Cada vez que nós nos comunicamos, um pequeno pedaço de coração 'nasce' entre nós. O coração não é algo que está dentro de você. Mas sempre que você pensa, sempre que você lembra de alguém, é aí que o coração nasce. Se você fosse o único ser vivo no mundo todo, o coração não existiria, não é mesmo? Não há porque se preocupar. Se você realmente quiser estar aqui, do fundo do seu coração, então seu coração, definitivamente está aqui. E se seu coração está aqui, então... Essa é a razão de você estar aqui. De agora em diante, sempre que você lutar, tem uma coisa que você jamais deve fazer. E isso é... Jamais morra sozinha. Nossos corpos são compostos inteiramente de partículas espitituais. Se nós morrermos, nossos corpos se desintegrarão... E nos tornaremos parte da reishi que compõe a sociedade espíritual. E quando essa hora chegar, aonde seu coração irá? Seu coração, ficará com seus nakama. Se você deixá-lo com seus nakama, então seu coração... Continuará a viver com eles. Kuchiki, esse é o porque... Você jamais deve... Morrer sozinha.
Guardadas no Baú...
- “Você não pertence só a você mesmo sabia? Não há nada neste mundo que pertença só a você. Todos tem conexões com alguém mais, e dividem algo através dessas conexões. É por isso que você nunca poderá ser livre. E também é por isso que é divertido... triste... e caro.” (Yuko)
- " Sou muito inteligente, muito exigente e muito engenhosa para alguém ser capaz de se encarregar completamente de mim. Ninguém me conhece nem me ama completamente. Só tenho a mim." (Rowley Hazel)
- "Nunca odeie seus inimigos, atrapalha o raciocínio" (Don Michel Corleone)

- "e qualquer coisa que eu lembre agora vai doer, a memória é uma vasta ferida"
"Dois caminhos apareceram em minha vida. Não segui o que meu coração pedia e isso fez toda diferença, cada noite, cada dia. Nada nos deixa tão solitários quanto nossos segredos. Tristeza é um muro entre dois jardins, minha alma arde pela escolha que fiz para mim..." (Chico Buarque) - "Queria tanto a experiência - a capacidade - de segurar uma mão a vida toda. Sem nada pedir. Mas sigo meu próprio caminho. Estou ali inteira, como uma grande carga trancada de terror, como capítulos esquecidos que precisam ser lembrados, como o medo de estar sozinha. " (Liv Ullmann)
- "Este mundo não morrerá de uma bomba atómica, como dizem os jornais, morrerá de riso, de banalidade, fazendo uma piada de tudo, e aliás uma piada sem graça. " (Carlos Ruiz Zafón)
- "Estou sozinho. Ninguém pode chegar onde estou. No fundo da alma a solidão é total." (Rubem Alves)
quinta-feira
Young e Queiroz
É fim de tarde. E, você sabe,
Eu te amava."

Eu.
Eu existi, eu sou, eu pensei, eu senti, e eu queria que você soubesse.
(Rachel de Queiroz)
Triângulo das Águas - Caio Fernando Abreu

- Pode ser, mas. Suponhamos. Eu já vivi isso. E se realmente gostarem? Se o toque do outro de repente for bom? Bom, a palavra é essa. Se o outro for bom para você. Se te der vontade de viver. Se o cheiro de suor do outro também for bom. Se todos os cheiros do corpo do outro forem bons. O pé, no fim do dia. A boca, de manhã cedo. Bons, normais, comuns. Coisa de gente. Cheiros íntimos, secretos. Ninguém mais saberia deles se não enfiasse o nariz lá dentro, à língua lá dentro, bem dentro, no fundo das carnes, no meio dos cheiros. E se tudo isso que você acha nojento for exatamente o que chamam de amor? Quando você chega no mais íntimo. No tão íntimo, mas tão íntimo que de repente a palavra nojo não tem mais sentido (...)
sexta-feira
Lya Luft

"Sou dos que acreditam que a felicidade é possível, que o amor é possível, que não existe só desencontro e traição, mas ternura, amizade, compaixão, ética e delicadeza."
quarta-feira
O Vendedor de Sonhos
quinta-feira
Silvya Plath
quarta-feira
Stephenie Meyer - Lua Nova

A cura de Schopenhauer
Fernando Pessoa - Livro do desassossego
terça-feira
Caio Fernando Abreu

"Ando meio fatigado de procuras inúteis e sedes afetivas insaciáveis."
...
"Acho espantoso viver, acumular memórias, afetos."
...
"Tô exausto de construir e demolir fantasias. Não quero me encantar com ninguém."
...
"Algumas vezes eu fiz muito mal para pessoas que me amaram. Não é paranóia não. É verdade. Sou tão talvez neuroticamente individualista que, quando acontece de alguém parecer aos meus olhos uma ameaça a essa individualidade, fico imediatamente cheio de espinhos - e corto relacionamentos com a maior frieza, às vezes firo, sou agressivo e tal. É preciso acabar com esse medo de ser tocado lá no fundo. Ou é preciso que alguém me toque profundamente para acabar com isso. "
quinta-feira
Hilda Hilst

Aflição de não ser, amor, aquela
que muitas filhas te deu, casou donzela
e à noite se prepara e se adivinha
objeto de amor, atenta e bela.
Aflição de não ser a grande ilha
que te retém e não te desespera.
(A noite como fera se avizinha)
aflição de ser água em meio à terra
e ter a face conturbada e móvel.
E a um só tempo múltipla e imóvel
não saber se se senta ou se te espera.
Aflição de te amar, se te comove.
E sendo água, amor, querer ser terra.
segunda-feira
Clarice Lispector
sábado

O melhor livro de todos os tempos!!
Só um trechinho dessa história incrível!
Aproveite!
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Entre 1939 e 1943, Liesel Meminger encontrou a Morte três vezes. E, saiu suficientemente viva das três ocasiões para que a Própria, de tão impressionada, decidisse nos contar sua história. História que, nas palavras dirigidas ao leitor pela ceifadora de almas no início de A menina que roubava livros, "é uma dentre a pequena legião que carrego, cada qual uma tentativa - uma tentativa que é um salto gigantesco - de me provar que você e a sua existência humana valem a pena."
"Quando a morte conta uma história, você deve parar para ler"
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Trecho de A Menina Que Roubava Livros,
de Markus Zusak
Morte e Chocolate
Primeiro, as cores.
Depois, os humanos.
Em geral, é assim que vejo as coisas.
Ou, pelo menos, é o que tento.
- EIS UM PEQUENO FATO -
Você vai morrer.
Com absoluta sinceridade, tento ser otimista a respeito de todo esse assunto, embora a maioria das pessoas sinta-se impedida de acreditar em mim, sejam quais forem meus protestos. Por favor, confie em mim. Decididamente, eu sei ser animada, sei ser amável. Agradável. Afável. E esses são apenas os As. Só não me peça para ser simpática. Simpatia não tem nada a ver comigo.
- Reação ao fato supracitado -
Isso preocupa você?
Insisto — não tenha medo.
Sou tudo, menos injusta.
— É claro, uma apresentação.
Um começo.
Onde estão meus bons modos?
Eu poderia me apresentar apropriadamente, mas, na verdade, isso não é necessário. Você me conhecerá o suficiente e bem depressa, dependendo de uma gama diversificada de variáveis. Basta dizer que, em algum ponto do tempo, eu me erguerei sobre você, com toda a cordialidade possível. Sua alma estará em meus braços. Haverá uma cor pousada em meu ombro. E levarei você embora gentilmente.
Nesse momento, você estará deitado(a). (Raras vezes encontro pessoas de pé.) Estará solidificado(a) em seu corpo. Talvez haja uma descoberta; um grito pingará pelo ar. O único som que ouvirei depois disso será minha própria respiração, além do som do cheiro de meus passos.
A pergunta é: qual será a cor de tudo nesse momento em que eu chegar para buscar você? Que dirá o céu?
Pessoalmente, gosto do céu cor de chocolate. Chocolate escuro, bem escuro. As pessoas dizem que ele condiz comigo. Mas procuro gostar de todas as cores que vejo — o espectro inteiro. Um bilhão de sabores, mais ou menos, nenhum deles exatamente igual, e um céu para chupar devagarinho. Tira a contundência da tensão. Ajuda-me a relaxar.
- Uma pequena teoria -
As pessoas só observam as cores do dia
no começo e no fim,
mas, para mim, está muito claro que o
dia se funde através de
uma multidão de matizes e entonações,
a cada momento que passa.
Uma só hora pode consistir em milhares
de cores diferentes.
Amarelos céreos, azuis borrifados de
nuvens. Escuridões enevoadas.
No meu ramo de atividade, faço questão
Já que aludi a ele, o único dom que me salva é a distração. Ela preserva minha sanidade. Ajuda-me a agüentar, considerando-se há quanto tempo venho executando este trabalho. O problema é: quem poderia me substituir? Quem tomaria meu lugar, enquanto eu tiro uma folga em seus destinos-padrão de férias, no estilo resort, seja ele tropical, seja da variedade estação de inverno? A resposta, é claro, é ninguém, o que me instigou a tomar uma decisão consciente e deliberada — fazer da distração minhas férias. Nem preciso dizer que tiro férias à prestação. Em cores.
Mesmo assim, é possível que você pergunte: por que é mesmo que ela precisa de férias? De que precisa se distrair?
O que me traz à minha colocação seguinte.
São os humanos que sobram.
Os sobreviventes.
É para eles que não suporto olhar, embora ainda falhe em muitas ocasiões. Procuro deliberadamente as cores para tirá-los da cabeça, mas, vez por outra, sou testemunha dos que ficam para trás, desintegrando-se no quebra-cabeça do reconhecimento, do desespero e da surpresa. Eles têm corações vazados. Têm pulmões esgotados.
O que, por sua vez, me traz ao assunto de que lhe estou falando esta noite, ou esta manhã, ou seja lá quais forem a hora e a cor. É a história de um desses sobreviventes perpétuos — uma especialista em ser deixada para trás.
É só uma pequena história, na verdade, sobre, entre outras coisas:
* Uma menina
* Algumas palavras
* Um acordeonista
* Uns alemães fanáticos
* Um lutador judeu
* E uma porção de roubos
Vi três vezes a menina que roubava livros.
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