"Eu não quero promessas. Promessas criam expectativas e expectativas borram maquiagens e comprimem estômagos"
(Retirado daqui oh!)
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domingo
segunda-feira
Lídia Martins
“Chega de me estraçalhar em guerras para as quais eu nunca tive armas.”
(A gente podia se ver no ar)
(A gente podia se ver no ar)
terça-feira
Arjuna Baptiston
"Só me apaixono quando meu sistema imunológico baixa, ou seja, amor é doença oportunista."
sábado
Rodrigo Tavares
sexta-feira
Vinícius Linné

"Eu sou uma pergunta cuja resposta não me compreende. Está morta.
O que eu sou não mora em mim, dorme do lado de fora. Algumas noites aprecio a lua, em outras mando para o inferno aquelas estrelas. O que eu sou é Barroco e contraditório, portanto não cabe nas formas perfeitas. O que eu sou não pode ser dito, é segredo de confissão, um dos tantos que a vida não disse. Jamais ousaria. Eu sou a minha letra e tenho o teu nome.
O que eu sou é reflexo nas sombras. É como um olhar de mudez incomparável, como balaustra de liquidez impenetrável.
O que eu sou é um cristal e estou partido. Sou as faces múltiplas de um espelho, ninguém sabe em quem me reflito. Não posso ser explicado, apenas sentido. E o sentido foge também a quem toca e não sente.
Ninguém sabe o quanto existo e o quanto finjo. Há muitas formas de existir e todas elas têm um palco. Palmas, enquanto as máscaras permanecem rijas.
O que eu sou é inexplicável e incoerente. Como um céu no chão do abismo, um calabouço que dá ao nada e uma porta que não tem chave.
O que eu sou está trancado e escondido, porque à luz morreria. O que sou é o estado bruto que se liquefaz no ar insondável do meio-dia. O que eu sou não cabe na rotina, sequer acompanha os compassos de um relógio. Não tiquetaqueio nas horas vãs, sequer me afogo nos mares de companhias duvidosas. Eu sou livro que se lê escondido. Eu olho para os lados e, se não tem ninguém me olhando, vivo um pouquinho. Um pouquinho só, porque muito seria letal.
O que eu sou é uma ampulheta em contagem regressiva, é explosão de cacos de madeira viçosa. Eu sou a luta da manhã para deixar de ser noite. Eu sou a saudade da madrugada e o que eu sou não cabe em mim."
domingo
sábado
Elenita Rodrigues

Vai menina, fecha os olhos. Solta os cabelos. Joga a vida. Como quem não tem o que perder. Como quem não aposta. Como quem brinca somente. Vai, esquece do mundo. Molha os pés na poça. Mergulha no que te dá vontade. Que a vida não espera por você. Abraça o que te faz sorrir. Sonha que é de graça. Não espere. Promessas, vão e vem. Planos, se desfazem. Regras, você as dita. Palavras, o vento leva. Distância, só existe pra quem quer. Sonhos, se realizam, ou não. Os olhos se fecham um dia, pra sempre. E o que importa você sabe, menina. É o quão isso te faz sorrir. E só.
Rita Apoena
Borboletas Paralíticas

"Sim, eu sei. Pode parecer maluquice, mas eu vou mesmo desparafusá-las e arremessá-las no jardim. Mesmo que elas não possam voar, ficarão entre as flores, o devido lugar das borboletas paralíticas. Não suporto mais essa idéia de abrir a janela, levantar os vidros e vê-las ali, disfarçadas de dobradiças."
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